Ferramentas que uso
Há uma pergunta que recebo com alguma frequência: o que usas para trabalhar? A resposta honesta é que as ferramentas mudam, mas os princípios que me levam a escolhê-las são os mesmos há anos.
O que procuro numa ferramenta
Antes da lista, o critério:
- Faz uma coisa bem. Ferramentas que tentam fazer tudo raramente fazem algo com excelência.
- Sai do caminho. O melhor software é invisível durante o trabalho — só existe quando preciso dele.
- Tem uma filosofia. Isso revela-se no comportamento nos casos extremos, não nos casos normais.
- Exporta dados limpos. Nunca devo ficar refém de um formato proprietário.
O que uso agora
Desenho e prototipagem
Figma continua a ser o padrão. Não porque seja perfeita — tem problemas sérios de performance com ficheiros grandes — mas porque a colaboração em tempo real mudou fundamentalmente como trabalho com equipas de engenharia.
Pixelmator Pro para trabalho de imagem raster. É uma das aplicações macOS mais bem construídas que conheço.
Escrita e pensamento
Obsidian para notas, journaling e gestão de conhecimento. A decisão de guardar tudo em Markdown local foi das melhores que tomei. Este sítio está inteiramente escrito no Obsidian.
iA Writer para rascunhos longos. A ausência total de opções é a funcionalidade.
Desenvolvimento
Cursor com reservas. A assistência de IA é genuinamente útil; a tendência para gerar código que parece correto mas não é exige atenção constante.
Warp como terminal. O historial de comandos com pesquisa em linguagem natural é, sem exagero, transformador.
A ferramenta certa não é a mais poderosa. É a que te deixa pensar no problema em vez de pensar na ferramenta.
Vou atualizar esta lista quando algo mudar de forma significativa. O que uso dentro de seis meses será provavelmente diferente — e isso é bom sinal.